sexta-feira, 17 de maio de 2013

Guerra dos Mascates

Após a expulsão dos holandeses do Nordeste do Brasil, a economia da região, dependente da agromanufatura do açúcar, sem capitais para investimento em lavouras, equipamentos e mão-de-obra (escrava), e face ao declínio dos preços do produto no mercado internacional, devido à concorrência do similar produzido nas Antilhas, entrou em crise.
Dependentes economicamente dos comerciantes portugueses, junto a quem contraíram dívidas agravadas pela queda internacional dos preços do açúcar, os latifundiários pernambucanos não aceitaram a emancipação político-administrativa do Recife, até então uma comarca subordinada a Olinda. A emancipação de Recife foi percebida como uma agravante da situação dos latifundiários locais (devedores) diante da burguesia lusitana (credora), que por esse mecanismo passava a se colocar em patamar de igualdade política.
Os senhores de engenhos de Olinda cade vez mais endividados pois não obtinham mais lucros com a produção açucareira, foram pedir emprestado dinheiro aos mascates, comerciantes portugueses que ocupavam a cidade de Recife, mas eles cobravam juros altíssimos pelos empréstimos assim fazendo os senhores de engenhos cade vez mais endividados.
Olinda era a principal cidade de Pernambuco, onde morava os mais ricos senhores de engenhos, após uma guerra de preços no mercado europeu a fortuna desses senhores foi acabando, assim começaram a pedir dinheiro emprestado aos comerciantes de Recife, que era um mero povoado. Aos poucos os senhores foram adquirindo ódio contra os mercadores, e os mercadores conscientes de sua importância foram pedir ao rei de Portugal que o povoado fosse elevado a vila. Quando o rei aceitou a elevação, os senhores de Olinda armaram uma revolta assim fazendo os mercadores mais ricos fugirem para não serem capturados.
Depois de muita luta, que contou com a intervenção das autoridades coloniais, finalmente em 1711 o fato se consumou: Recife foi equiparada a Olinda. Assim terminou a Guerra dos Mascates.
Com a vitória dos comerciantes, essa guerra apenas reafirmava o predomínio do capital mercantil (comércio) sobre a produção colonial.
Aluno: João Vitor Alarcon
Fonte: wikipedia.com

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