quinta-feira, 2 de agosto de 2012

NOTÍCIAS - VENEZUELA E MERCOSUL

 VENEZUELA E MERCOSUL


No último dia 31 a Venezuela foi incorporada oficialmente no Mercosul. Com essa adesão, o bloco passa a ser composto por 5 membros plenos, e mais alguns associados. Com isso o bloco atinge a colocação de  5a economia do mundo. Como tudo que envolve o governo Chavez, a decisão é polêmica. Devemos refletir  que a Venezuela é um país, não um governo. Atualmente é Chavez quem está no poder, mas as eleições se aproximam e esta situação poderá ser alterada. O próprio tema das eleições é polêmico, a oposição teme fraudes ou manipulações. Por outro lado, em algum momento Chavez deixará o poder. Além disso, ainda nos fatores positivos, o bloco se torna gradualmente uma potência petrolífera. O Brasil tem o pré-sal, a Venezuela tem uma grande reserva e produção (e é da OPEP) e a Argentina também tem reservas recentemente estatizadas (outra polêmica). O mercado interno do bloco também aumenta, o que pode favorecer nossa indústria e fortalecer o comércio regional. Interessa para qualquer economia fortalecer e diversificar seus laços comerciais. Já há planos para a exploração conjunta de reservas petrolíferas na Venezuela (Vale do Orinoco).  A Venezuela tem um parque industrial pouco desenvolvido (exceto pelo petróleo) e no mesmo dia 31 firmou a compra de aviões brasileiros, o que favorece o Brasil.
Os pontos negativos se concentram na figura de Chavez, que toma medidas consideradas autoritárias e populistas. O país é extremamente dividido, há apoiadores e opositores fanáticos quando o assunto é o governo. Resta saber também qual será a posição dos EUA, se é que tomarão alguma posição em ano de eleições.
Recentemente o Mercosul tem sido simplesmente ignorado por Washington. Apenas para se ter uma idéia, a última vez que a palavra “Mercosul” apareceu no site do departamento de Estado dos EUA foi em 2009, o que mostra que o bloco por enquanto não é visto nem como ameaça, nem destaque. Porém, como Chavez frequentemente entra em atrito com os EUA, a entrada da Venezuela no bloco pode mudar isso. É fundamental lembrar que os EUA ainda são e serão por algum tempo uma grande potência e grande mercado. São também nosso segundo parceiro comercial (o primeiro é a China). Agora é esperar para ver se haverá ou não uma reação. Tal reação pode não ocorrer já que o momento é de crise econômica e não interessa aos EUA hostilizar os regimes da região, mas isso depende das estratégias de curto, médio e longo prazo do governo estadunidense. A briga Caracas x Washington também deve ser relativizada, já que apesar dos discursos, os EUA compram petróleo da Venezuela.
Para finalizar a  aceitação da Venezuela é polêmica pois o senado paraguaio sempre foi contra tal entrada. Devido à crise que depôs Fernando Lugo, o Paraguai está suspenso do Mercosul até a próxima eleição (que deve ocorrer em 8 meses).  A escolha de suspender o Paraguai foi uma decisão política pois o Mercosul tem uma cláusula que proíbe a adesão de regimes não democráticos. Por isso a suspensão até as próximas eleições que, uma vez realizadas, trarão de volta o Paraguai (sob o ponto de vista dos governos vizinhos) ao campo democrático.
O centro da questão é: se o que ocorreu no Paraguai foi golpe (e esse é um posicionamento político, uma opinião), o mais correto seria esperar a volta do país ao bloco para decidir sobre a adesão venezuelana. Ao não esperar esse retorno, os mesmos países que consideraram o impeachment como golpe, de certa forma deram um golpe também ao aproveitar o momento. É sabido que o Paraguai é contra, o justo seria esperar o retorno paraguaio se formos pensar em termos de coerência. Pela regra, a aceitação de novos membros deve ser consensual, e o senado paraguaio já divulgou uma nota de repúdio.

Texto: Profª Zilda

NOTÍCIAS - MENSALÃO

MENSALÃO


Começa essa semana o julgamento do chamado “mensalão”, aquele que seria o maior caso de corrupção dos anos do governo Lula. O tema é bastante polêmico e envolve diversos partidos. As interpretações, como em todo caso político, divergem bastante.  O julgamento será longo e terá ampla cobertura da mídia. Em ano de eleição, o caso deve ganhar ainda mais força já que servirá como “munição” para ataques partidários.

As denúncias atingem diretamente a então cúpula do PT, acusada de pagar parlamentares mensalmente (daí o nome) em troca de apoio (votos) para as medias do governo. Se comprovadas, podem também atingir o próprio Lula. Além do governo federal, há suspeitas sobre o financiamento de governos estaduais como no caso do governo de MG, então sob comando de Aécio Neves do PSDB.
Texto: Profª Zilda

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Obrigações dos servos no tempo medieval


Talha- Era uma obrigação pela qual o servo deveria passar, para o senhor feudal, metade de tudo que produzia nas terras que ocupava no feudo. Se colhesse 20 quilos de batata, 10 quilos deveriam ser separados para o pagamento da talha.  

Corvéia- Esta obrigação correspondia ao pagamento através de serviços prestados nas terras ou instalações do senhor feudal. De 3 a 4 dias por semana, o servo era obrigado a cumprir diversos trabalhos como, por exemplo, fazer a manutenção do castelo, construir um muro, limpar o fosso do castelo, limpar o moinho, etc. Podia também realizar trabalhos de plantio e colheita no manso senhorial (parte das terras do feudo de uso exclusivo do senhor feudal). 

Banalidades- Esta obrigação correspondia ao pagamento pela utilização das instalações do castelo. Se o servo precisasse usar o moinho ou o forno, deveria pagar uma taxa em mercadoria para o senhor feudal. 

Capitação - imposto pago por cada membro da família (por cabeça); 

Tostão de Pedro ou dízimo - 10% da produção do servo era pago à Igreja, utilizado para a manutenção da capela local; 

Censo - tributo que os vilões (pessoas livres, vila) deviam pagar, em dinheiro, para a nobreza; 

Taxa de justiça - os servos e os vilões deviam pagar para serem julgados no tribunal do nobre; 

Formariage - quando o nobre resolvia se casar, todo servo era obrigado a pagar uma taxa para ajudar no casamento, era também válida para quando um parente do nobre iria casar. 

Mão-Morta - Era o pagamento de uma taxa para permanecer no feudo da família servil, em caso do falecimento do pai da família. 

Albermagem - Obrigação do servo em hospedar o senhor feudal. 
TEXTO: Diogo Dário

Relações de poder na Idade Medieval

Descentralização do poder político em torno dos senhores feudais, ou seja, cada um governava seus feudos de maneira autônoma, mandando e desmandando em suas regiões. Prevaleceram na Idade Média as relações de vassalagem e suserania. O suserano concede a terra e proteção e o vassalo oferece fidelidade e trabalho, em troca dessa proteção e um lugar no sistema de produção. Um vassalo poderia se tornar um senhor feudal dentro do seu pedaço de terra, concedendo também uma parte a uma terceira pessoa. Além de produzir para seu sustento, devem obrigações a seu senhor, como a corveia, que consiste no trabalho gratuito e obrigatório durante três dias da semana. Devem também impostos, que são pagos em produtos ou dinheiro.
TEXTO: Diogo Dário.

Economia Medieval


Idade Media, ou Idade medieval, foi um período que durou aproximadamente 1000 anos. Inicia-se em 476 (ano da queda do Império Romano do ocidente) e estende-se até 1453 (queda do Império Romano do oriente pela tomada de Constantinopla pelos turcos).
A economia feudal baseava-se principalmente na agricultura. Existiam moedas na Idade Média, porém eram pouco utilizadas. As trocas de produtos e mercadorias eram comuns na economia feudal. O feudo era a base econômica deste período, pois quem tinha a terra possuía mais poder. O artesanato também era praticado na Idade Média. A produção era baixa, pois as técnicas de trabalho agrícola eram extremamente rudimentares. O arado puxado por bois era muito utilizado na agricultura.
 TEXTO: DIogo Dário



Maomé


Nasceu em Meca, na atual Arábia Saudita e órfão muito cedo, foi criado primeiramente pelo avô paterno, e mais tarde pelo tio, Abu Talib, coletor de impostos e mercador, que o iniciou nas artes do comércio. Preocupado com a idéia de restabelecer a religião monoteísta de Abraão, Ibrahim em árabe, teve na religião sua área de interesse privilegiado, tornando-se um político talentoso, chefe militar e legislador. Aos 25 anos, já com a reputação de comerciante honesto e bem-sucedido, casou-se com a rica viúva Cadidja, 15 anos mais velha do que ele. O matrimônio durou até a morte de Cadidja (617), num castelo pertencente a Abu Talib, que morreria dois anos após, onde o profeta estava refugiado.
Aos 40 anos recebeu a missão de pregar a vontade de Alá, afirmado como deus único, eterno, criador de tudo que existe. As revelações teriam se repetido durante toda a vida do profeta e logo começaram a ser registradas por escrito e com elas compôs o Al Corão. Seu monoteísmo chocava-se com as crenças tradicionais das tribos semitas e foi obrigado a fugir para Iatribe (622), atual Medina, isto é, Cidade do Profeta, onde as tribos árabes viviam em permanente tensão entre si e com os judeus. Estabeleceu a paz entre as tribos árabes e com as comunidades judaicas e começou uma luta contra Meca pelo controle das rotas comerciais.
Conquistou Meca (630) e, de volta a Medina, morreu dois anos depois, sem haver nomeado um sucessor, porém deixando uma comunidade espiritualmente unida e politicamente organizada em torno aos preceitos do Al Corão, cuja edição definitiva seria publicada alguns anos após (650). A nova religião foi chamada islamismo ou Islã, que significa submissão à vontade divina, e seus adeptos, muçulmanos, os que se submeteram.

TEXTO: Isabela Bandini e Murilo Trombini

Efeito Estufa

O efeito estufa é uma consequência do aquecimento global. Ele é o acumulo de poluição na atmosfera. É como você fazer um bolo e colocar uma tampa sobre ele.
O calor não consegue sair devido à tampa do bolo.
Chega um tempo que mesmo a tampa sendo transparente, você não consegue ver o bolo pois devido ao vapor a tampa fica embaçada e a luz não entra!
A tampa representa a poluição! É mais ou menos isso dai devido ao vapor a temperatura do bolo vai aumentar, o bolo é a terra, e nós sofreremos as consequências. Só que na realidade, os raios solares, entrar pela atmosfera... e não conseguem sair de volta para o espaço devido a poluição, ou no suposto exemplo o vapor. Como consequência dos raios não conseguirem sair de volta para o espaço, temperatura aumenta.

Texto:Diogo Dário

Questão 02 - Cap. 04 (Livro 3)


Parlamentarismo Tradicional
Segundo Reinado

Chefe de Governo

Primeiro Ministro
Presidente do Conselho de Ministros

Indicação do Chefe de Governo

Partido com maior número de representantes do parlamento indica o Primeiro Ministro
O Imperador escolhe o Presidente do Conselho de Ministro

Escolha do Ministério

Primeiro Ministro forma o Ministério que vai governar
O Presidente sugere, mas, quem forma o ministério é o Imperador

Função do Monarca (ou Presidente)

Não tem função administrativa, não interfere nas decisões do governo
As decisões do governo só são validas se aprovadas pelo Imperador

Concentração do Poder

Parlamento
Imperador
 

GABARITO


CAPÍTULO 17

  1. Para esses pensadores, o período posterior às invasões germânicas e à desagregação do Império Romano do Ocidente havia sido de atraso, obscurantismo e ignorância.
  2. A economia se expandiu, a metalurgia conheceu um grande desenvolvimento, com a abertura de mais de cem locais para a fundição de cobre, ferro e prata, e a agricultura prosperou de modo notável.
  3. Criaram dinheiro de papel e passaram a produzir novas armas, como a que utilizava pólvora para lançar flechas. Comerciantes persas e árabes levaram a bússola para a Europa, onde esse invento chinês desempenharia importante papel nas Grandes Navegações.
  4. O livro contribuiu para estimular o comércio e a aproximação entre o Ocidente e o Oriente.
  5. Em 1206, as diversas tribos se unificaram e aclamaram o líder guerreiro como chefe de todos os mongóis com o título de Gênges Khan. Com o novo líder teve início a expansão territorial que levaria os mongóis a conquistar a China. Quando Gênge Khan morreu, e os mongóis tornaram-se senhores de um império.
  6. Os samurais tinham um rigoroso código de ética pautada pela coragem, honra e lealdade e contavam com diversos privilégios, entre os quais o de receber grandes extensões de terra como presente do imperador.

CAPÍTULO 19
  1. Solo pouco fértil, grandes extensões cobertas por florestas e a presença de agentes transmissores de doenças, como a mosca Tsé-tsé e outros.
  2. Fidelidade ao chefe e nas relações de parentesco.
  3. O Reino de Axum localizava-se onde hoje é a Etiópia. Seus primeiros habitantes já dominavam a agricultura e a criação de bois, ovelhas, cabras e cavalos. Axum era o centro de um intenso comércio de marfim e mercadorias africanas. Conquistou território na península Arábica. Começaram a cunhar moedas de ouro, prata e cobre. A religião era politeísta. Depois, um dos reis converteu-se ao cristianismo, e a partir de então, vários da população de Axum abraçaram a fé cristã.
  4. Introduziram o camelo no transporte de mercadorias.
  5. O reino de Gana surgiu por volta do século IV, localizava-se onde hoje é a Mauritânia. Ao longo da Idade Média se tornou o principal fornecedor de metal. O importante para o povo Gana era a quantidade de pessoas, grupos humanos e não a extensão de território. Assim que Gana perdeu sua influência, o Reino Mali ganhou importância. Expandiu seu território e controlava assim grandes jazidas de ouro e importantes rotas transaariano de comércio. Religião muçulmana.
  6. Monoteísta.
  7. Deixaram profundas marcas na cultura e na sociedade brasileira. Sob essa influência, até hoje se pratica cultos aos orixás do candomblé. Introduziram instrumentos musicais como o atabaque e o agogô e na culinária, pratos como vatapá e o acarajé.
  8. Povos africanos cujas línguas têm origem comum. Em busca de melhores locais para plantio, os bantos povoaram áreas no continente africano.


Lista de livros PAS-UEM 2012


1ª SÉRIE
1. Gregório de Matos: Antologia. Porto Alegre: L&PM Pocket, 2002.
2. Padre Antônio Vieira: Sermões do Padre Vieira. Porto Alegre: L&PM Pocket, 2006.
3. Tomás Antônio Gonzaga: Marília de Dirceu. São Paulo: Ediouro, 1997.
4. Cláudio Manuel da Costa: Melhores poemas. São Paulo: Global, 2000.

2ª SÉRIE
1. Cláudio Manuel da Costa: Melhores poemas. São Paulo: Global, 2000.
2. Gonçalves Dias: Melhores poemas. São Paulo: Ediouro, 1997.
3. José de Alencar: Senhora. São Paulo: Ediouro, 1997.
4. Machado de Assis: Dom Casmurro. São Paulo: Ediouro, 1997.
5. Cruz e Souza: Poesias completas. São Paulo: Ediouro, 1997.
6. Lima Barreto: Triste fim de Policarpo Quaresma. São Paulo: Klick, 1999.
7. Augusto dos Anjos: Eu e outras poesias. São Paulo: Martin Claret, 2002.

3ª SÉRIE
1. Cláudio Manuel da Costa: Melhores poemas. São Paulo: Global, 2000.
2. Gonçalves Dias: Melhores poemas. São Paulo: Ediouro, 1997.
3. Machado de Assis: Dom Casmurro. São Paulo: Ediouro, 1997.
4. Lima Barreto: Triste fim de Policarpo Quaresma. São Paulo: Klick, 1999.
5. Mário de Andrade: Contos novos. Belo Horizonte: Villa Rica, 1996.
6. Manuel Bandeira: Melhores poemas. São Paulo: Global, 2008.
7. João Cabral de Melo Neto: Melhores poemas. São Paulo: Global, 2006.
8. Rubem Fonseca: O cobrador. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
9. Nélida Piñon: O calor das coisas. Rio de Janeiro: Record, 1997.
10. Clarice Lispector: Laços de família. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.