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terça-feira, 2 de setembro de 2014

Série Origens do Cristianismo - A Contra Reforma

A Reforma Católica, ou Contrareforma, foi um movimento da Igreja Católica, que alguns autores acreditam ter sido uma resposta direta ao movimento do protestantismo. Para tentar barrar o avanço do protestantismo, após a Reforma Protestante, o Papa Paulo III convocou um concílio para a cidade italiana de Trento. O Concílio de Trento foi realizado entre os anos de 1545 e 1563. Vários assuntos foram discutidos e várias ações entraram em execução.

Após o concílio de Trento, diversas decisões foram tomadas, como o retorno da Inquisição, uma proibição de diversos livros considerados "heréticos" e a criação da Campanha de Jesus (campanha dos quais participaram os jesuítas, que falarei em outro post)

A Contrareforma criou outros fatores, assim como a Reforma Protestante. Falarei melhor sobre isso nos próximos posts da série. Até mais!

Aluno: Igor de Lucca

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Série Origens do Cristianismo - Quem foi Martinho Lutero?

Retrato de Martinho Lutero
"A paz, se possível, mas a verdade a qualquer preço"

Essa frase foi dita por ninguém menos que Martinho Lutero (ou Martin Luther, como é em alemão), provavelmente o nome mais importante da Reforma Protestante.

Lutero nasceu em Eislebem, na Alemanha. Filho de camponeses, recebeu uma educação rígida que o levaria a um bacharel em Direito, não fosse por um caso onde o mesmo quase foi atingido por um raio, e ondo ele teria prometido que caso se salvasse, tornaria-se monge.
Lutero tornou-se bacharel em Teologia, e um grande sacerdote dentro da Igreja Católica, até que fez uma viagem à Roma, onde decepcionou-se com os costumes errados feitos pela Igreja, principalmente a cobrança das indulgências. Após essa viagem, publicou as suas 95 Teses, com o qual iniciaria o movimento da reforma protestante.
O Papa Leão X fez pouco caso de Lutero e de suas teses, ainda alegando que o mesmo seria "um alemão bêbado" e que "quando ficasse sóbrio mudaria de ideia", porém Lutero o respondeu firmemente, e acabou sendo acusado de heresia quando demonstrou ser contra a autoridade papal.

Um episódio interessante sobre Lutero foi o caso da Dieta de Worms, onde a Igreja o convocou e reuniu todos os seus livros em uma mesa, onde lhe foram mostrados e perguntaram se Lutero renegaria àquelas obras e assumiria seus erros. A resposta de Lutero foi a seguinte:


"Que se me convençam mediante testemunho das Escrituras e claros argumentos da razão - porque não acredito nem no Papa nem nos concílios já que está provado amiúde que estão errados, contradizendo-se a si mesmos - pelos textos da Sagrada Escritura que citei, estou submetido a minha consciência e unido à palavra de Deus. Por isto, não posso nem quero retratar-me de nada, porque fazer algo contra a consciência não é seguro nem saudável."

Após esse episódio Martinho Lutero começou a ser perseguido pela Inquisição, onde se refugiou e fez a primeira tradução da Bíblia para outra língua, o alemão moderno, nesse caso.
Lutero faleceu de derrame cerebral em 1546, aos 63 anos de idade, em sua cidade Natal, Eisleben. Seu corpo foi sepultado na Igreja do Castelo de Wittenberg, onde, cerca de 30 anos antes, havia afixado suas 95 Teses.

Aluno: Igor de Lucca

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Série Origens do Cristianismo - A Reforma Protestante

Normalmente minhas postagens relativas a essa série são feitas nas terças-feiras, porém, esse assunto é um do qual eu realmente estava esperando, então vou começar esse assunto hoje e continuarei posteriormente. Vamos começar então!

Ao fim da Era Feudal e com o início do Renascimento, a Igreja Católica possuía um poder imenso dentro dos feudos. Mas mesmo com tanto poder, a Igreja mantinha-se alheia ao sofrimento pelo qual a população passava, que ia desde a fome, e até mesmo a Peste Negra, que matou um terço da população europeia.
Nesse contexto de insatisfação com o poder da Igreja, surgiu Martinho Lutero, que após conhecer o Vaticano e toda a sua beleza, viu que a Igreja realmente não se importava tanto com a população, e após seus diversos estudos sobre a Bíblia Sagrada, criou as 95 teses do luteranismo, e com isso criou uma nova vertente no cristianismo, o que ficou conhecido como luteranismo, ou protestantismo, nome que veio com o fato de que Lutero protestou contra o papa. Algumas de suas proposições foram:
  • A retirada do poder soberano do papa
  • O único meio de salvação é a fé
  • A Igreja não pode perdoar os pecados através de dinheiro (aqui ele se refere ao pagamento das indulgências, onde era exigido um pagamento pelo perdão dos pecados da pessoa)
Martinho Lutero foi excomungado pela Igreja, porém conseguiu fugir, e traduzir a Bíblia do latim para o alemão moderno. Houveram diversas respostas da Igreja, e até mesmo uma guerra civil chegou a eclodir, porém, isso será assunto para as próximas postagens, onde falarei sobre Martinho Lutero em si, e também sobre a Contra-reforma católica e sobre os massacres e perseguições contra os protestantes.

Aluno: Igor de Lucca

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Série Origens do Cristianismo - A Igreja Católica Ortodoxa

A Igreja Ortodoxa (do grego órtos: reto, correto, e dóxa: doutrina, opinião; literalmente, "igreja da opinião correta") ou Igreja Católica Ortodoxa, a Igreja Ortodoxa fundou-se após o Cisma do Oriente, pelos cristãos da Europa Oriental, e desde o ano do Cisma eles se mantém separados da Igreja Ocidental.

Os cristãos ortodoxos iam contra diversos princípios da Igreja, como a autoridade do papa, a duração da quaresma e até mesmo o calendário a ser utilizado! (os ortodoxos utilizam o calendário juliano, que possui 13 dias a mais no ano). A Igreja Ortodoxa se vê como a verdadeira igreja guiada por Jesus Cristo (assim como podemos ver no nome da organização).

As diferenças vão até mesmo na língua, pois enquanto os romanos decidiram por usar o latim como língua oficial, e os ortodoxos acreditavam que deveriam usar o grego e o hebraico.

Templo Ortodoxo
Até hoje os ortodoxos mantêm intactos seus rituais primitivos, ministrados pelos padres apostólicos, e também o Credo Niceno. Esta Igreja alicerçava-se em cinco Patriarcados, os de Antioquia, Constantinopla, Alexandria, Jerusalém e Roma, todos livres na esfera administrativa, e o Santo Sínodo Local é sua autoridade máxima, mas porém, ele não possui os mesmos poderes do papa dentro da Igreja.








Aluno: Igor de Lucca

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Série Origens do Cristianismo - O início da Igreja Católica - A Igreja Católica e o Cisma do Oriente


O Grande Cisma do Oriente foi o conflito de interesses entre as duas sedes da Igreja Católica (uma em Roma e a outra em Constantinopla) que resultou no separação das duas, criando as instituições da Igreja Católica Apostólica Romana e da Igreja Cristã Ortodoxa Grega.

Ainda durante o poderio do Império Romano ficou estabelecido e acordado entre as duas partes da Igreja que a capital do Império seria Roma. Mesmo a Igreja do Oriente concordando com a decisão, havia certo ressentimento por conta de algumas exigências jurídicas que os papas insistiam em fazer.
As desavenças existentes entre as Igrejas de Roma e de Constantinopla geraram vários conflitos ideológicos. Ainda durante o Império Romano, o patriarca Fócio condenou a inclusão da fonte do Espírito Santo (filioque) no Credo da Cristandade Ocidental sob a acusação de heresia. A atitude que envolvia as questões disciplinares e litúrgicas da Igreja foi responsável por uma grave e primeira ruptura que ocorreu entre Ocidente e Oriente Católicos entre os anos de 456 e 867.

Enquanto havia essa ruptura, cada uma das igrejas foi desenvolvendo suas próprias características e particularidades, na prática os ortodoxos seguem sacramentos típicos da Igreja Ocidental, mas não acreditam na existência do purgatório ou na infalibilidade do papa. Trata-se de uma outra corrente religiosa dentro do cristianismo e dentro do próprio catolicismo, só recentemente as duas partes retomaram os diálogos tentando de alguma forma sanar o Cisma. A Igreja Católica continuou mantendo suas doutrinas e leis, que foram mudar um pouco somente após a reforma protestante.

O Cisma mudou a forma da Igreja Católica agir, e essa será nossa próxima parada nessa linha do tempo sobre nossa religião, e também vamos falar um pouco sobre como é a Igreja Ortodoxa nos dias de hoje. A propósito, minhas desculpas por não ter postado, não pude vir ao projeto nessas últimas semanas...
Até a próxima!


Aluno: Igor de Lucca

terça-feira, 15 de julho de 2014

Série Origens do Cristianismo - O início da Igreja Católica - A Igreja Católica Medieval

Série Origens do Cristianismo

 O início da Igreja Católica - A Igreja Católica Medieval


Após o concílio de Niceia, a Igreja já estava totalmente organizada, e iniciou-se uma "era de ouro", onde o poder e a influência da Igreja iriam se expandir de uma forma descomunal. A influência seria tão grande que a Igreja Católica se manteve até mesmo após a queda do Império Bizantino.

Mas como a Igreja influenciava na cultura das pessoas?
Sendo a religião oficial do Império, as pessoas deveriam se converter ao cristianismo, porém o "universalismo" (a palavra católico vem do grego katholikos, que significa universal) da Igreja só foi realmente percebido após a conversão dos povos germânicos. A Igreja estava separada em comunidades menores, cada uma liderada por um bispo, e todas eram lideradas pelo Bispo de Roma, considerado sucessor do Apóstolo Pedro. O Bispo de Roma algumas vezes interferia em questões cívicas, ajudando o povo quando necessário.

A Igreja Católica trouxe muitas coisas ao mundo medieval, e até mesmo definiu o que era o conceito da "Idade Média" em si. Coisas essas como o surgimento das Universidades, as escrituras gregas e árabes traduzidas pelos monges copistas, que foram uma grande contribuição para o conhecimento e para a sabedoria.

Infelizmente, a Igreja trouxe coisas ruins também. O maior deles foi a Inquisição. Com o intuito de combater as heresias que foram surgindo, a Inquisição torturou e matou muitas pessoas com o intuito de proteger o ensinamento cristão contra qualquer heresia ou coisa que se opusesse à Igreja.

Os concílios e algumas desavenças entre bispos acabaram levando ao Cisma do Oriente, que separou as Igrejas entre Igreja Católica Apostólica Romana e Igreja Ortodoxa, coisa da qual falarei no nosso próximo post. Até semana que vem!

Igor de Lucca

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Série Origens do Cristianismo Parte 2 - O início da Igreja Católica – Credo de Niceia


Série Origens do Cristianismo

A Igreja Católica Apostólica Romana

O início da Igreja Católica – Credo de Niceia

A Igreja Católica, acredito que uma instituição tão forte e influente em nossa sociedade dispensa apresentações. Falarei então de como a mesma surgiu e qual sua relação com o cristianismo primitivo nessa primeira parte da nossa análise.
Durante o cristianismo primitivo, não havia nenhuma união exata entre os apóstolos, o que fez surgir diversos pensamentos, especialmente durante o Império Bizantino, as chamadas heresias. O Imperador Constantino viu um problema nisso, e abriu o Primeiro Concílio de Niceia, onde foram promulgadas as primeiras leis canônicas, o que ficou conhecido por Credo Niceno.
No Concilio foram discutidos problemas como a controvérsia na data que se deve comemorar a Páscoa, o batismo feito por hereges e a questão do Arianismo (filosofia que pregava que Deus-Pai e Deus-Filho, Jesus, não seriam a mesma criatura, e sim que o Filho foi uma criação do Pai).
A Igreja Católica teve seu início com o Credo de Niceia, e nele foi escrito o seguinte texto, que resume em certos pontos a fé cristã:
Quadro representando o Concílio
"Cremos em um só Deus, Pai todo poderoso, Criador de todas as coisas, visíveis e invisíveis; E em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho de Deus, gerado do Pai, unigênito, isto é, da substância do Pai, Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial do Pai, por quem todas as coisas foram feitas no céu e na terra, o qual por causa de nós homens e por causa de nossa salvação desceu, se encarnou e se fez homem, padeceu e ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus e virá para julgar os vivos e os mortos; E no Espírito Santo. Mas quantos àqueles que dizem: 'existiu quando não era' e 'antes que nascesse não era' e 'foi feito do nada', ou àqueles que afirmam que o Filho de Deus é uma hipóstase ou substância diferente, ou foi criado, ou é sujeito à alteração e mudança, a estes a Igreja anatematiza"
Nos próximos posts falarei sobre a Igreja Medieval e sua influência na vida das pessoas, mas infelizmente haverá uma pausa na série durante as férias.


Aluno: Igor de Lucca

terça-feira, 13 de maio de 2014

Série Origens do Cristianismo - Os zelotas


Série Origens do Cristianismo

Os zelotas


O termo zelota ou zelote significa literalmente alguém que zela pelo nome de Deus. O nome era primeiramente atribuído aos judeus que lutavam contra os romanos para expulsá-los de sua terra.
Essa seita foi instituída por Judas, o galileu, que liderou uma revolta em 6 d.C. Os judeus pararam de pagar os impostos ao Império, pois não queriam aceitar outro rei senão o único Deus.
Os zelotas foram essencialmente rebeldes, sob o pretexto do zelo pela lei de Deus, revoltaram-se contra Roma e fizeram guerra, o que também culminou com a destruição do Templo de Salomão, um dos principais locais do judaísmo.
Um dos apóstolos de Jesus Cristo é referido como “ Simão, o Zelote”, ou por causa de seu zeloso temperamento ou por causa de alguma anterior associação com o partido dos zelotas. Paulo de Tarso, referindo a si mesmo, afirma que foi um zelote religioso, enquanto que os muitos membros da igreja de Jerusalém são descritos como "todos são zelosos da lei".
Assim concluímos que zelotas, são pessoas que lutam por um motivo religioso (patrimônio), hoje em dia, consideramos pessoas que são fanáticas por religião como muçulmanos,que tem a religião até como base nas leis políticas. Mesmo a seita não existindo mais, o termo ainda pode ser usado para definir pessoas fanáticos por sua religião e que aceitem pegar às armas por isso.


Alunos: Igor de Lucca e Patrick Rogel
Fonte: Internet

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Origens do Cristianismo - Parte 1

Origens do Cristianismo

De Jesus Cristo até o Cristianismo Romano



Todos conhecemos o cristianismo, religião com o maior número de fiéis em nosso país. Mas será que todos conhecemos as origens dessa religião tão amplamente cultuada nos dias de hoje?


Tudo começou com Jesus de Nazaré, considerado pelos cristãos como Filho de Deus. Seu nascimento foi a separação maior entre o tempo em nosso calendário (Antes de Cristo, Depois de Cristo), e com seus 33 anos começou a pregar a nova doutrina, que foi aceitada por diversos judeus, porém considerada herética por muitos sacerdotes judeus, o que o levou a ser crucificado pelos romanos como um líder rebelde.


Porém sua morte não abalou a fé de seus seguidores, que começaram a espalhar seus ensinamentos pelo mundo, em diversos lugares, como a Grécia e Roma, que viria a ser parte importante da religião cristã.


Mas no começo nem tudo foi um mar de rosas para os cristãos, pois eles sofreram duras perseguições especialmente pela parte dos romanos. Para mostrar um pouco do quanto eles sofreram, usemos o exemplo de Nero, que incendiou Roma e culpou os cristãos, aumentando a perseguição e torturando duramente quem pregasse o cristianismo.


Esse quadro só mudou a partir do século III, com o início da crise em Roma, os imperadores começaram a permitir cultos à outras religiões, inclusive a cristã. No ano de 313 o imperador Constantino I legalizou o cristianismo com o Édito de Milão.


Constantino construiu diversas basílicas e templos como forma de penitência, e os templos em Roma mais tarde a fizeram ser o maior centro cristão no mundo, com o início da Igreja Católica.


Texto por Igor de Lucca - 2° Ano A
Fontes: 
http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-foi-a-conversao-do-imperio-romano-ao-cristianismo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teod%C3%B3sio_I
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cristianismo