segunda-feira, 2 de julho de 2012

REINO DOS FRANCOS

DE TODOS OS REINOS BÁRBAROS QUE SE FORMARAM NA EUROPA O MAIS IMPORTANTE FOI O DOS FRANCOS
UM POUCO  DA SUA HISTÓRIA

A maioria dos reinos bárbaros formados a partir da destruição do Império Romano do Ocidente teve vida curta. Saxões, visigodos, ostrogodos alamos, burgúndios e outros povos não resistiram às pressões externas e acabaram dominados ou destruídos. Apenas os francos conseguiram se estruturar e fincar raízes na Gália. Depois expandiram seus domínios sobre territórios que hoke correspondem à França, Alemanha, Bélgica, Itália e mais oito países da Europa. A palavra franco vem do alemão antigo frekkr e significa forte, ousado, corajoso. Essas eram exatamente as qualidades que Carlos Magno procurava ostentar como o maior soberano dos francos e grande guerreiro cristão. Por isso, Carlos Magno foi coroado pelo papa Leão III com o título de Imperador na tentativa de resgatar a autoridade do antigo Império Romano.

De todos os povos bárbaros germânicos, os francos merecem especial atenção, pois conseguiram estruturar um poderoso Estado de grande significação na Alta Idade Média européia. Esse Estado franco formou-se e expandiu-se sob o governo de duas dinastias:

Dinastia dos Reis Merovíngios (século V a VIII) - período da formação do reino franco, das suas primeiras expansões territoriais e da aliança estabelecida entre o rei e a Igreja Católica Romana.

Dinastia dos Reis Carolíngios (século VIII e IX) - período do apogeu dos francos, da sua máxima expansão territorial e da tentativa de se fazer ressurgir, sob o governo dos francos, a autoridade de um império universal.
Os Merovíngios
Meroveu foi líder dos francos na primeira metade do século V, chefiando seu povo na luta contra os hunos (Batalha dos Campos Catalúnicos). Por descender de Meroveu, a primeira dinastia dos reis francos é dominado merovíngia.

Em termos efetivos, o primeiro rei merovíngio foi Clovis (neto de Meroveu), que governou durante vinte nove anos (482-511). Clovis conseguiu promover a unificação dos francos, expandiu seus domínios territoriais e converteu-se ao cristianismo católico.

Depois da morte de Clovis, seus quatro filhos dividiram o reino franco, enfraquecendo-o politicamente. Somente com o rei Dagoberto (629-639) houve uma nova reunificação dos francos. Entretanto, após sua morte surgiram novas lutas internas que aceleraram o desmoronamento do poder dos reis merovíngios.

Os sucessores de Dagoberto tiveram seus poderes absorvidos por um alto funcionário da corte, o prefeito do palácio (mordomo do paço) que, na prática, desempenhava o papel do verdadeiro rei. Quando aos reis merovíngios, assumiram uma vida de prazeres e de ociosidade, o que lhe valeu o título de reis indolentes.

No final do século VII, o mordomo do paço Pepino de Herstal (679-714) tornou seu cargo hereditário. Seu sucessor, Carlos Martel (714-741), adquiriu grande prestigio e poder, principalmente depois de conseguir deter o avanço dos árabes muçulmanos em direção à Europa Ocidental.

Foi na famosa Batalha de Poitiers, em 732 que Carlos Martel venceu o emir árabe Abderramã, contando com os esforços da infantaria dos francos. Interrompendo o avanço dos muçulmanos em direção à Europa, Carlos Martel ficou conhecido como o salvador da cristandade ocidental.

Ao morrer, Carlos Martel repartiu seus domínios entre seus dois filhos: Carlomano e Pepino. Em 747 Carlomano entrou para a vida monástica, deixando para Pepino todos os poderes políticos deixados pelo pai. Em 751, Pepino destronou o último e enfraquecido rei merovíngio, Childerico III, e fundou a dinastia carolíngia.

Os Carolíngios

Pepino, o Breve, obteve o reconhecimento do papa Zacarias para o destronamento do último rei merovíngio, que se recolheu a um mosteiro. Eleito rei de todos os francos, Pepino foi abençoado solenemente pelo arcebispo Bonifácio, representante do papa.

Antes de morrer, 768, Pepino dividiu reino entre seus dois filhos: Carlos Magno e Carlomano. Porém, três anos após receber sua parte no reino (771), Carlomano morreu e Carlos Magno tornou-se soberano absoluto do reino franco. Através de diversas guerras, Carlos Magno ampliou os domínios dos francos, apoderando-se de regiões como a Soxônia, Baviera, Lombardia e quase toda a Itália. Suas conquistas trouxeram-lhe prestígio e poder.
Império Carolíngio
A Igreja católica aliou-se a Carlos Magno, pois desejava a proteção de um soberano poderoso e cristão que possibilitasse a expansão do cristianismo. Assim, no dia 25 de dezembro de 800, Carlos Magno recebeu do papa Leão III o título de imperador do Sacro Império Romano.

Foi uma cerimônia pomposa e solene, que pretendia reviver, através do novo imperador, a autoridade do Império Romano do Ocidente, desaparecido em 476 com as invasões germânicas. Desse modo, Carlos Magno foi coroado como legítimo sucessor dos grande imperadores romanos.

A princípio, o Império Bizantino não recolheu o título concedido a Carlos Magno. O imperador bizantino Miguel I exigiu, para dar seu reconhecimento, concessões territoriais da região da Dalmácia e da Ístria.
A Administração do Império
O império Franco não tinha capital fixa. Sua sede dependia do lugar onde se encontrava o imperador e sua corte. De modo geral, Carlos Magno permanecia por maior tempo na cidade de Aquisgrã (Aix-la-Chapelle).

Procurando dar uma organização mais adequada aos usos e costumes vigentes no império, Carlos Magno baixou normas escritas conhecidas como capitulares.

Condes, Marqueses e Missi-Dominici

Carlos Magno criou subdivisões administrativas, encarregando os condes, os marqueses e os missi-dominici de controlá-las.

Cabia aos condes, responsáveis pelos territórios do interior (condados), fazer cumprir as capitulares e cobrar os impostos em nome de Carlos Magno.

Aos marqueses, cabia defender e administrar os territórios situados nas fronteiras do império, isto é, as marcas.

Os missi-dominici, inspetores reais, viajavam por todo o império e tinham plenos poderes para controlar a ação dos administradores locais.

O Beneficium e os Vassalos do Rei

Durante o governo de Carlos Magno, muitas terras do império foram concedidas em beneficium a diversos nobres locais. Esses nobres tornavam-se, então, vassalos do rei, tendo para com ele dever de fidelidade. Por estarem na condição de vassalos diretos do rei, muitos desses nobres se recusavam a obedecer às instruções de autoridade administrativas, como os missi-dominici.

Essa atitude dos nobres foi um importante elemento para a formação da sociedade deudal, com fragmentação do poder nas mãos de diversos nobres senhores de terra, unidos apenas pelos laços de vassalagem.

A Renascença Carolíngia

Guerreiro audacioso, Carlos Magno dedicou-se, durante toda a vida, muito à espada do que ao cultivo do espírito, permanecendo analfabeto praticamente até a idade adulta. Entretanto, na qualidade de administrador, preocupou-se em promover o desenvolvimento cultural do Império Franco, talvez para dar legitimidade à pretendida recriação do Império Romano Ocidental.

Assessorado por intelectuais, como o monge Alcuíno, o bibliotecário Leidrade e os historiadores Paulo Diácomo e Eginardo, Carlos Magno abriu escolas e mosteiros, estimulou a tradução e a cópia de manuscritos antigos e protegeu artistas.

Assim, o período de seu governo foi marcado por significativa atividade cultural, que abrangeu os setores das letras, das artes e da educação. Trata-se da chamada renascença carolíngia, que contribuiu para a preservação e a transmissão de valores da cultura da Antiguidade Clássica.
A Divisão e a Decadência do Império
Ao morrer, em 814, Carlos Magno deixou o poder imperial para seu filho Luís I, o Piedoso, No reinado de Luís I, o Império Carolíngio ainda conseguiu manter sua unidade política, mas após sua morte, em 840, o império foi disputado por seus filhos, numa desgastante guerra civil.

Pelo Tratado de Verdun, assinado em 843, os filhos de Luís I firmaram a paz, estabelecendo a seguinte divisão do Império Franco:

Carlos II, o Calvo, ficou com a parte ocidental, compreendendo a região da Franca atual;

Luís, o Germânico, ficou com a parte oriental, compreendendo a região da Alemanha atual;

Lotário ficou com a prte central, compreendendo regiões que estendiam da Itália até o mar do Norte.

Em cada uma dessas regiões carolíngias foi perdendo o poder, com as sucessivas divisões internas dos reinos. Assim, a ora de unidade política realizada por Carlos Magno não conseguiu sobreviver um século depois de sua morte.

Causas da decadência: crise e invasões

O desmembramento do poder real dos monarcas carolíngios foi acompanhado pela crescente independência e autonomia da nobreza agrária. Houve forte descentralização e fragmentação do poder político, evidenciando a crise interna vivida pelo império.

Depois de um período sem invasões, a Europa cristianizada sofreu uma série de novas invasões, nos século IX e X, em três grande frentes: leste, norte e sul.

Do leste vieram os húngaros (magiares), que promoveram ataques periódicos, saqueando vilas, mosteiros e propriedades rurais.

Do norte ocorreu a invasão do vikings (escandinavos), que, vindos da Dinamarca pelo mar do Norte, lançaram-se em constantes ataques de pirataria locais do litoral europeu. Em 911, o rei franco Carlos, o Simples, cedeu a um dos chefes cikings, Rollon, o território da Normandia. Em contrapartida, Rollon tornou-se vassalo do rei franco.

Pelo sul chegaram os árabes, de religião muçulmanos, que, dominando a navegação pelo mar, Mediterrâneo, lançaram-se em sucessivos ataques de pilhagem e diversas regiões da Itália (Roma, Campânia e Lácio) e as grandes ilhas (Sicília, Córsega e Sardenha).

O renomado historiador Henri Pirenne defende a tese de que o comércio entre Europa e Oriente continuou ativo, ainda que enfraquecido, mesmo com o fim do Impéiro Romano do Ocidente. Só com o estabelecimento do domínio árabe no mar Mediterrâneo é que houve forte retração no comércio europeu-oriental:

"O fato de a expansão islâmica ter fechado o Mediterrâneo, no século VII, teve como resultado a rapidíssima decadência do comércio. No decorrer do século VIII, os mercadores desapareceram em virtude da interrupção do comércio. A vida urbana, que ainda permanecia, graças a esses mercadores, malogrou ao mesmo tempo.

Manifestou-se, então, um empobrecimento geral. O numerário de ouro, herdado dos romanos, desapareceu, sendo substituido pela moeda de prata dos carolíngios. Essa é uma prova evidente do rompimento com a economia antiga caracteristicamente mediterrânea".

A Formação das Sociedades Feudais

O clima de insegurança e de intranqüilidade espalhado pela onde de invasões conduziu os cristãos europeus a construir vilas fortificadas e castelos cercados com grandes estacas.

Todo esse sistema defensivo criado pela iniciativa particular dos nobres de cada região demonstrava a falta de poder dos reis para organizar a defesa da sociedade como um todo. Cada um defendia-se como podia, associando-se a senhores mais poderosos, em busca de proteção. Nesse sentido, as "invasões" assinalaram uma data essencial na formação das sociedade feudais do ocidente.

REINOS BARBAROS QUE SE FORMARAM NAS TERRAS DO DECADENTE IMPÉRIO ROMANO

A decadência do Império Romano do Ocidente foi acelerada pela invasão de povos bárbaros. Bárbaros era a denominação que os romanos davam áqueles que viviam fora das fronteiras do Império e não falavam o latim. Dentre os grupos bárbaros destacamos os:

Germanos: de origem indo-européia, habitavam a Europa Ocidental. As principais nações germânicas eram: os vigiados, ostrogodos, vândalos, bretões, saxões, francos etc.

Eslavos: provenientes da Europa Oriental e da Ásia, compreendiam os russos, tchecos, poloneses, sérvios, entre outros.

Tártaro-mongóis: eram de origem asiática. Faziam parte deste grupo as tribos dos hunos, turcos, búlgaros, etc. 



Os Germanos
Entre os povos bárbaros, os germanos foram os mais significativos para a formação da Europa Feudal.



Texto: Rafaela

REINOS BÁRBAROS MEDIEVAIS

domingo, 1 de julho de 2012

Dúvidas Frequentes sobre o ENEM


DATAS

1 - Quando serão feitas as inscrições para o Enem 2012?

Das 10h do dia 28 de maio até 23h59 do dia 15 de junho, observado o horário oficial de Brasília-DF.

2 - Quando será a aplicação das provas do Enem 2012?

Nos dias 3 e 4 de novembro de 2012, com início às 13h, horário oficial de Brasília-DF, em todas as unidades da Federação.

INSCRIÇÕES

3 - Qual o valor da taxa de inscrição?

Para os inscritos pagantes a taxa é de R$ 35,00 (trinta e cinco reais). Ela deverá ser paga por meio de GRU simples (boleto), gerado no ato de inscrição. O boleto pode ser reimpresso durante todo o período de inscrições, e deve ser pago até o dia 20/6/2012. Caso contrário, a inscrição não será efetivada.

4 - Quem está isento do pagamento da taxa?

Todos aqueles que estiverem concluindo o ensino médio em 2012 em escola pública são automaticamente isentos. Nos demais casos, o participante pode pleitear isenção de taxa declarando-se pertencente a família de baixa renda. O pedido de isenção do pagamento da taxa somente poderá ser solicitado por meio do sistema de inscrição.

5 - Haverá atendimento diferenciado a participantes com necessidades especiais?

Sim, desde que o participante nessas condições informe suas necessidades especiais no ato na inscrição. Eles deverão dispor dos documentos comprobatórios, que poderão ser solicitados pelo Inep a qualquer momento.

6 - Estudantes de classes hospitalares poderão fazer o Enem 2012?

Sim. Para isso é fundamental que essa informação seja prestada no ato da inscrição. O participante nessa situação deverá dispor dos documentos comprobatórios, que poderão ser solicitados pelo Inep a qualquer momento.

7 - E os guardadores do sábado?

O sabatista terá sua condição respeitada. Para tanto, é indispensável que solicite, no ato de inscrição, esse atendimento específico. Ele deverá ingressar no local de prova no mesmo horário de todos os participantes – entre 12 e 13h, horário de Brasília – e irá aguardar em uma sala o início de sua prova.

8 - O participante deverá manter o número da senha gerada no ato de inscrição?

Sim, o número de inscrição e a senha deverão ser mantidos sob guarda do participante e são indispensáveis para o acompanhamento do processo de inscrição, para a obtenção dos resultados individuais via Internet e para a inscrição em programas de acesso ao ensino superior, programas de bolsa de estudos e de financiamento estudantil, entre outros programas do Ministério da Educação. A senha de acesso ao sistema é pessoal, intransferível e de inteira responsabilidade do participante.

9 - Em caso de perda, como o participante fará para recuperar a senha?

A recuperação da senha será feita no endereço eletrônico sistemasenem2.inep.gov.br/inscricao e será encaminhada por e-mail ou SMS, informados pelo próprio participante no momento da inscrição. O participante deverá informar o número de seu CPF e sua data de nascimento.

10 - Como se dará a confirmação da inscrição?

Para os participantes não isentos, a inscrição será considerada válida após a confirmação do pagamento – no valor correto, no prazo estabelecido e com o boleto gerado no sistema de inscrição e/ou acompanhamento. Para os participantes que declararem carência socioeconômica , a inscrição será considerada válida se confirmada a carência. O Comprovante da Inscrição do participante estará disponível no endereço eletrônico sistemasenem2.inep.gov.br/inscricao, sendo de responsabilidade exclusiva do participante acompanhar a situação de sua inscrição.

11 - O participante receberá cartão de confirmação?

Sim, pelos Correios, no endereço informado no ato da inscrição. O cartão de confirmação poderá também ser impresso na página de acompanhamento da inscrição do Exame. Esse documento contém o número de inscrição, data, hora e local onde serão realizadas as provas, a indicação dos atendimentos diferenciados ou específicos, da opção de língua estrangeira e da solicitação de certificação. Cabe ao participante acompanhar sua inscrição, por meio da página de acompanhamento.

APLICAÇÃO DA PROVA

12 - Como serão as provas do Enem 2012?

Serão quatro provas objetivas, contendo, cada uma, 45 questões de múltipla escolha, e uma redação. As provas objetivas e a redação avaliarão:

Área do Conhecimento
Componentes Curriculares
Ciências Humanas e suas Tecnologias.
História, Geografia, Filosofia e Sociologia.
Ciências da Natureza e suas Tecnologias.
Química, Física e Biologia.
Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Redação.
Língua Portuguesa, Literatura, Língua Estrangeira (Inglês ou Espanhol), Artes, Educação Física e Tecnologias da Informação e Comunicação.
Matemática e suas Tecnologias.
Matemática.

13 - Quando será cada prova e qual sua duração?

No primeiro dia, sábado, de provas serão realizadas as provas de Ciências Humanas e suas Tecnologias e de Ciências da Natureza e suas Tecnologias, com duração de 4 horas e 30 minutos, contadas a partir da autorização do aplicador.
No segundo dia, domingo, serão realizadas as provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Redação e Matemática e suas Tecnologias, com duração de 5 horas e 30 minutos, contadas a partir da autorização do aplicador.

14 - Onde serão aplicadas as provas?

As provas serão aplicadas em todas as unidades da Federação. Os locais de aplicação serão informados no Cartão de Confirmação da Inscrição e na página de acompanhamento da inscrição do Enem, no endereço eletrônico sistemasenem2.inep.gov.br/localdeprova. O participante escolhe o município onde deseja realizar sua prova, no ato da inscrição.

15 - É obrigatória a apresentação de documento com foto no dia da prova?

Sim, o documento deve ter foto e não pode estar com a validade vencida.

16 - Que documentos de identificação com foto podem ser apresentados?

Cédula de identidade (RG) expedida por Secretarias de Segurança Pública, pelas Forças Armadas, pela Polícia Militar, pela Polícia Federal; a identidade expedida pelo Ministério das Relações Exteriores para estrangeiros; a identificação fornecida por ordens ou conselhos de classes que por Lei tenham validade como documento de identidade; a Carteira de Trabalho e Previdência Social; o Certificado de Reservista; o Passaporte e a Carteira Nacional de Habilitação com fotografia, na forma da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997.
Não serão aceitos em hipótese alguma Certidão de Nascimento, Certidão de Casamento, Título Eleitoral, Carteira Nacional de Habilitação em modelo anterior à Lei nº 9.503/97, Carteira de Estudante, crachás e identidade funcional de natureza privada, nem documentos ilegíveis, não identificáveis e/ou danificados, ou, ainda, cópia de documentos, mesmo que autenticadas.

17 - Mas e se a validade do documento estiver vencida e a foto não possibilitar identificação?

Nesses casos o participante poderá realizar as provas, desde que se submeta à identificação especial, que compreende a coleta de dados e assinatura em formulário próprio.

18 - E se o documento de identidade tiver sido roubado, extraviado, perdido ou furtado?

Nessas situações, o participante poderá fazer a prova desde que apresente o Boletim de Ocorrência expedido por órgão policial e emitido há, no máximo, 90 (noventa) dias da data de realização das provas e seja feita a identificação especial, com a coleta de dados e assinatura em formulário próprio.

19 - Que tipo de caneta pode ser usada no dia da prova?

Apenas caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente.

20 - Qual será o procedimento quanto a aparelho celular ou qualquer outro eletrônico no dia da prova?

Ao entrar na sala o participante deverá desligar todo e qualquer aparelho eletrônico que traga consigo, incluindo celular. Nesse momento, será fornecido um porta–objetos com lacre, para que aparelhos e demais materiais proibidos sejam guardados. O porta-objetos deverá ficar embaixo da cadeira até o final das provas e só poderá ser aberto quando o participante deixar o local, sob pena de eliminação.

21 - Que outros objetos são proibidos?

O participante não poderá utilizar lápis, lapiseira, borrachas, livros, manuais, impressos, anotações, óculos escuros, boné, chapéu, gorro e similares. Caso esteja portando esses objetos, deverão ser armazenados no porta-objetos fornecido e mantidos sob a cadeira.

22 - Quando o participante poderá deixar o local do Exame?

Somente após duas horas do início das provas, sob pena de eliminação.

23 - Em que momento o participante poderá levar o Caderno de Questões?

Somente nos últimos 30 minutos antes do término das provas, sob pena de eliminação.

24 - Como preencher o Cartão-Resposta?

O participante deve ficar atento ao preencher seu cartão. Na capa do Caderno de Questões há informações sobre a cor do caderno e também uma frase em destaque. O participante deverá marcar no Cartão-Resposta a opção correspondente à cor da capa do seu Caderno de Questões. A frase em destaque deverá ser escrita nos Cartões-Resposta. Tanto a prova objetiva como a redação deverão ser transcritas nos respectivos Cartões-Resposta e Folha de Redação, que deverão ser entregues ao aplicador da sala ao término do Exame. Só será permitido o uso de caneta esferográfica preta de material transparente.
Somente serão corrigidas as redações transcritas na Folha de Redação e as questões marcadas com apenas uma resposta, sem emendas ou rasuras, no Cartão-Resposta.

CORREÇÃO DAS PROVAS

25 - Em que condição o participante não terá as provas corrigidas?

Em algumas situações:
a) quando deixar de indicar a cor do Caderno de Questões no Caderno de Respostas;
b) quando sair da sala sem o acompanhamento de um aplicador, ou ausentar-se em definitivo antes das duas horas de início do Exame;
c) quando não entregar ao aplicador o Cartão-Resposta e a Folha de Redação ao terminar as provas;
d) quando não entregar ao aplicador o Caderno de Questões, caso deixe a prova em prazo anterior aos últimos 30 minutos para o término;
e) quando ausentar-se da sala de prova portando o Cartão-Resposta e/ou a Folha de Redação;
f) quando não atender as orientações complementares da equipe de aplicação durante a realização do Exame;
g) quando recusar-se a transcrever a frase constante da capa do seu Caderno de Questões ou recusar-se a assinalar a cor da capa de seu Caderno de Questões no Cartão-Resposta durante o Exame.

26 - O que pode resultar na exclusão do participante?

Fornecer informações falsas no ato da inscrição pela internet, agir com incorreção ou descortesia para com qualquer participante ou pessoas envolvidas no processo de aplicação das provas; perturbar, de qualquer modo, a ordem no local de aplicação das provas, incorrendo em comportamento indevido durante a realização do Exame; comunicar-se, durante as provas, com outro participante, verbalmente, por escrito ou por qualquer outra forma; portar qualquer tipo de equipamento eletrônico de comunicação durante a realização do Exame; utilizar ou tentar utilizar meio fraudulento em benefício próprio ou de terceiros, em qualquer etapa do Exame, sem prejuízo de demais penalidades previstas em lei, utilizar livros, notas ou impressos durante a realização do Exame.

27 - Os Cadernos de Questões serão considerados para efeito de correção das provas?

Não, os rascunhos e as marcações assinaladas nos Cadernos de Questões não serão considerados para fins de correção.

28 - Nas questões objetivas, como é feita correção do Cartão-Resposta?

O processamento do Cartão-Resposta é realizado por leitura óptica, para identificar a marcação de respostas das questões objetivas. Por isso é imprescindível que o preenchimento do Cartão-Resposta tenha sido realizado com caneta esferográfica de tinta preta, de acordo com as instruções apresentadas, sob pena da impossibilidade de leitura óptica.

29 - Como é corrigida a redação?

A redação é corrigida por dois especialistas, de forma independente, sem que um conheça a nota atribuída pelo outro. Cada corretor atribuirá uma nota entre 0 (zero) e 200 (duzentos) pontos para cada uma das cinco competências totalizando 1000 (mil) pontos. A nota final corresponde à média aritmética simples das notas atribuídas pelos dois corretores. Caso ocorra uma diferença de 200 pontos ou mais entre as duas notas totais (numa escala de 0 a 1000) ou se a diferença de suas notas em qualquer uma das competências for superior a oitenta (80) pontos (numa escala de 0 a 200), a redação passará por uma terceira correção. A nota atribuída pelo terceiro corretor substitui a nota dos demais corretores. Caso o terceiro corretor apresente discrepância com os outros dois corretores, haverá novo recurso de ofício e a redação será corrigida por uma banca composta por três corretores que atribuirá a nota final ao participante.

30 - Em que casos poderá haver nota zero na redação?

Nos seguintes casos:
a) quando o texto não atender a proposta solicitada ou possuir outra estrutura textual que não seja a do tipo dissertativo-argumentativo, o que configurará “Fuga ao tema/não atendimento ao tipo textual”;
b) quando inexistir texto escrito na Folha de Redação, ela será considerada “Em Branco”;
c) quando o texto apresentar até 7 (sete) linhas, qualquer que seja o conteúdo, que configurará “Texto insuficiente” – quando a redação contiver linhas com cópia dos textos motivadores apresentados no Caderno de Questões, serão desconsideradas para efeito de correção e de contagem do mínimo de linhas;
d) caso o texto contenha impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação, quando a redação será considerada “Anulada”.

31 - Há mecanismos diferenciados para a avaliação das provas escritas dos participantes surdos ou com deficiência auditiva?

Sim. Na correção das provas escritas desses participantes serão adotados mecanismos de avaliação coerentes com o aprendizado da língua portuguesa como segunda língua.

DIVULGAÇÃO DOS RESULTADOS

32 - Quando os gabaritos serão divulgados?

Os gabaritos das provas objetivas serão divulgados na página do Inep, no endereço eletrônico www.inep.gov.br/enem, até o terceiro dia útil seguinte ao de realização das últimas provas.

33 - Quando serão divulgados os resultados das provas individuais?

Os resultados individuais do Enem 2012 somente serão disponibilizados no endereço eletrônico sistemasenem2.inep.gov.br/resultadosenem, em data a ser divulgada. Para acessar o resultado, o participante deverá informar o número de inscrição e senha ou CPF e senha.

34 - Por quanto tempo a informação do resultado individual permanecerá disponível?

O Inep manterá o registro dos resultados individuais de todos os participantes da edição 2012 do Enem disponível para consulta eletrônica por 2 (dois) anos, contados a partir da divulgação dos resultados.

OBJETIVOS E UTILIZAÇÃO DOS RESULTADOS

35 - Qual a finalidade do Enem?

A finalidade primordial do Enem é a avaliação do desempenho escolar e acadêmico ao fim do ensino médio. As informações obtidas a partir dos resultados do Enem são utilizadas para acompanhamento da qualidade do ensino médio no País, na implementação de políticas públicas, criação de referência nacional para o aperfeiçoamento dos currículos do ensino médio, desenvolvimento de estudos e indicadores sobre a educação brasileira e estabelecimento de critérios de acesso do participante a programas governamentais. O Enem serve também para a constituição de parâmetros para a auto-avaliação do participante, com vistas à continuidade de sua formação e à sua inserção no mercado de trabalho.

36 - O Enem tem como objetivo o acesso à educação superior?

Essa não é a única, mas é uma das funções. O Enem tem sido usado com sucesso como mecanismo de acesso à educação superior, tanto em programas do Ministério da Educação – Sisu e Prouni –, quanto em processos de permanência – Fies. Também tem sido utilizado em processos de governos estaduais e da iniciativa privada.

37 - O Enem 2012 poderá ser usado para certificação no ensino médio?

Sim, a certificação é mais uma das possibilidades que o Exame oferece. Os participantes maiores de 18 anos que ainda não terminaram a escolarização básica podem participar do Enem e pleitear a certificação no ensino médio junto a uma das instituições que aderem ao processo – secretarias estaduais de educação, os institutos federais e os centros federais. A lista das instituições conveniadas está no edital.

38 - Como será realizada a certificação de conclusão do ensino médio por meio do Enem?

No ato da inscrição o participante deve indicar a instituição certificadora onde irá solicitar a certificação para fins de conclusão do ensino médio. As instituições que firmaram Acordo de Cooperação Técnica para esse fim estão listadas no Edital. A definição dos procedimentos para certificação é responsabilidade das instituições certificadoras

39 - A Instituição certificadora está relacionada ao local de residência do participante?

Não. A escolha da instituição certificadora pelo participante implica na concessão de autorização ao Inep para o envio de dados e notas obtidas para a Instituição Certificadora escolhida , entre as listadas no Anexo I do Edital.

40 - É o Inep que emite o certificado de conclusão do ensino médio?

Não. O Inep apenas encaminha os resultados para a Instituição escolhida pelo participante, para fins de certificação, de acordo com os critérios, diretrizes e procedimentos definidos em regulamentação específica das instituições.

41 - O que acontece quando, no ato da inscrição, o participante faz a opção por se inscrever também em programa governamental e em processo seletivo de ingresso a educação superior?

Automaticamente, o participante dará o seu formal consentimento para a disponibilização das suas notas e informações, incluindo as do questionário socioeconômico. Dessa forma, o Inep poderá encaminhar os dados e resultados dos participante do Enem à Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (Sesu/MEC) e às Instituições de Educação Superior públicas ou privadas, de acordo com os critérios, diretrizes e procedimentos definidos em regulamentação específica de cada ente.

42 - O Inep fornece atestado e certidões?

Não. O Inep não fornecerá atestados, certificados ou certidões relativas à classificação ou nota dos participantes.
Fonte: E-mail recebido do NRE


Professora Zilda

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Economia Feudal


A economia feudal baseava-se principalmente na agricultura. As trocas de produtos e mercadorias eram comuns na economia feudal, os feudos era a base principal econômica deste período, pois quem tinha a terra era os que possuía mais poder .
A economia no feudalismo era praticamente agrícola pois o feudalismo era o regime em que quanto mais terra você tivesse mais poder você iria ter o nome das terras eram feudo e o do proprietário senhor feudal.  
Poderes jurídicos
Todos os poderes, jurídico, econômico e político concentravam-se nas mãos dos senhores feudais, donos de lotes de terras (feudos). A sociedade feudal era estática (com pouca mobilidade social) e hierarquizada.A nobreza feudal (senhores feudais, cavaleiros, condes, duques, viscondes) era detentora de terras e arrecadava impostos dos camponeses. O clero (membros da Igreja Católica) tinha um grande poder, pois era responsável pela proteção espiritual da sociedade


Aluno: Diego Gomes Ribeiro
Fonte:http://www.suapesquisa.com/feudalismo/

Formação do Mundo Medieval


Durante os seculos V a X, mesclaram-se três elementos básicos na formação do mundo medieval: requietos do império romano, instituições germânicas e propagação do cristianismo..No século V, a crise do império Romano se aprofundou, principalmente em razão da dificuldade em obter mão de obra escrava dos problemas com a concentração da propriedade rural, dos altos impostos cobrados para a manutenção da imensa maquina burocrática do estado e das despesas com o exercito.
Gradativamente, o império romano só desorganizou sendo dividido no ano 365 entre o império do ocidente e o império do oriente(também denominado Bizâncio ou império Bizantino).
O deslocamento de povos germânicos para varias regiões do império romano Ocidental intensificou sua desestruturação. Embora outros povos tenham penetração do no território romano e colaborado para acelerar a ruína do império e a ruralização da sociedade, os germânicos foram os que mais contribuíam para a definição de uma nova economia social: o feudalismo.
A Igreja Católica atuou como elemento de articulação entre o mundo romano e o germânico ao promover uma síntese cultural determinamente para a produção da mentalidade e do universo cultural da idade media, ao mesmo tempo em que lançava as bases que constituíram o pensamento moderno ocidental.
Os povos barbaros:
Já comentei que os gregos e os romanos designavam “bárbaros” todos os povos estrangeiros que falavam línguas diferentes do latim e do grego e tinham costumes, organização social e econômicas próprios. De diversas origens, esses povos, vivendo a principio ao norte e leste da Europa e no continente asiático, não faziam parte do império. Eles podem ser agrupados em pelo menos três grandes núcleos:
°Nômades provenientes da asia central, entre eles hunos( de provável origem mongólica), avaros e magiares;
º eslavos, de acendencia indo-europeia e de indo-europeia e de diferentes origens étnicas e culturais vindos da Rússia central e de parte da Europa oriental(russos, croatas, tchecos, poloneses, ucranianos e húngaros, entre outros);
ºgermanicos(ou germanos) grupo heterogêneo também de origem indo-europeia; geralmente eram identificados como germânicos ocidentais que viviam no norte da Europa(suevos, lombardos, teutônicos e fracos, entre outros), e orientais que habitavam o leste europeu( ostrogodos, visigodos, vândalos, burgúndios, etc.)
As relações politicas no tempo feudal:
As relações políticas da época eram baseadas na figura da suserania e da vassalagem. O suserano, que podia ser o rei ou o nobre, era superior ao vassalo. A insegurança do período levou a uma relação direta entre o rei e os nobres, visando uma proteção recíproca, já que um dependia do outro.
O rei era sempre suserano e jamais vassalo, diferente do nobre, que era vassalo do rei e podia ser suserano de outro nobre com menos poder. Oficialmente, o rei era a autoridade política máxima, mas, na verdade, o poder se fragmentava entre os senhores feudais.
Assim, o suserano podia conceder um feudo ao seu vassalo, dar-lhe proteção militar, o direito de ser julgado em um tribunal de senhores, caso fosse acusado de algum crime... Em troca, o vassalo deveria abrigar seu suserano em seu feudo, caso este estivesse de viagem por perto, auxiliar militarmente, contribuir para cerimônias familiares do suserano...
Estas relações se estabeleciam pela Cerimônia de Investidura, em que era feito um juramento de fidelidade e um reconhecimento da superioridade do suserano.
É importante ressaltar que o poder do Estado neste período era praticamente nulo, já que o poder estava dividido nas mãos dos senhores feudais.

Aluno: Diogo Dario
Fonte: http://joaovmarques.blogspot.com.br/2009/08/sociedade-e-politica-feudal.html

Definição de Feudo

Como eram os feudos?

Na Europa, durante a Idade Média (séc V ao XV) o feudo era um terreno ou propriedade (bem material) que o senhor feudal (nobre) concedia a outro nobre (vassalo). Em retribuição, o vassalo deveria prestar serviços ao senhor feudal, pagar impostos e oferecer lealdade e segurança. Um feudo medieval (território), geralmente, era constituído pelas seguintes instalações: castelo fortificado (residência do nobre e sua família), vila camponesa (residência dos servos), área de plantio, igreja ou capela, moinho, estábulo, celeiro, etc. Como neste período a propriedade da terra era sinônimo de poder econômico, político e social, eram comuns as guerras e batalhas pela disputa de feudos.


Sociedade Feudal


A sociedade feudal era composta por três classes básicas: Clero, Nobres e Servos. E estrutura social não permitia mobilidade, em geral, a condição do cidadão era definida basicamente por seu nascimento. As terras eram divididas em feudos, onde havia um senhor, o senhor feudal, que mandava em tudo no local. O senhor era o proprietário dos meios de produção, enquanto os servos representavam a grande massa de camponeses que produziam a riqueza social. Os feudos eram diferentes entre si, cada um possuía sua moeda, suas leis, a tecnologia e muitas vezes até sua língua ((o tamanho dos feudos eram tão grandes que não havia comunicação entre eles a não ser em caso de guerra, fazendo com que cada um tivesse um desenvolvimento diferente). O Clero tinha grande importância na sociedade feudal, em termos de religião, cumpria um papel de formação moral, ideológica e social. Este papel do clero é definido pela hierarquia da Igreja, formado pelos membros da nobreza feudal, o Alto Clero. Inicialmente, o clero não é uma classe social, pois seus membros ou são de origem senhorial (alto clero) ou servil (baixo clero).
A maioria dos livros de história retrata a divisão desta sociedade segundo as palavras do Bispo Adalberon de Laon: "Na sociedade alguns rezam, outros guerreiam e outros trabalham, onde todos formam um conjunto inseparável e o trabalho de uns permite o trabalho dos outros dois e cada qual por sua vez presta seu apoio aos outros".

Os servos tinham de pagar muitas taxas aos senhores feudais, como:
Corvéia: O servo deveria prestar trabalho gratuito ao senhor feudal.
Banalidade: Pagamento de uma taxa por utilizar os instrumentos do senhor feudal.
Capitação: Imposto anual pago por cada indivíduo ao senhor feudal.
Talha: Parte da produção do servo deveria ser entregue ao nobre.
Heriot: Taxa paga pelo servo ao assumir o feudo no lugar de seu pai que veio a morrer.





Texto: Larissa Guslen.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Feudalismo

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Navegações Espanholas e Portuguesas


Durante os séculos XV e XVI, os europeus, principalmente portugueses e espanhóis, lançaram-se nos oceanos Pacífico, Índico e Atlântico com dois objetivos principais : descobrir uma nova rota marítima para as Índias e encontrar novas terras. Este período ficou conhecido como a Era das Grandes Navegações e Descobrimentos Marítimos.

Navegações espanholas e os descobrimentos

A unificação política da Espanha ocorreu somente em 1469, com o casamento dos reis católicos, Fernando, de Aragão, e Isabel, de Castela. Com isso, os espanhóis se fortaleceram e investiram contra os invasores que ocupavam ainda o sul da península e, após sucessivas vitórias, tomaram Granada (1492), último baluarte da dominação moura no continente europeu. A partir daí, desenvolveu-se uma orientação uniformizada possibilitando o fortalecimento da burguesia mercantil, anteriormente beneficiada por medidas pontuais dos reinos de Castela e Aragão: no caso deste último, destaque-se a expansão mediterrânea no século XIV, levando os mercadores aragoneses até a Sicília onde comercializavam panos, gêneros alimentícios e especiarias. Em 1492, patrocinado pelos Reis Católicos, Cristóvão Colombo, um navegador genovês, deu início ao Ciclo Ocidental de Navegações, que consistia na busca de um caminho para o Oriente, navegando para o Ocidente.
Em 1492, as caravelas espanholas partiram rumo ao oriente navegando pelo Oceano Atlântico. Colombo tinha o conhecimento de que nosso planeta era redondo, porém desconhecia a existência do continente americano. Chegou em 12 de outubro de 1492 nas ilhas da América Central, sem saber que tinha atingido um novo continente. Foi somente anos mais tarde que o navegador Américo Vespúcio identificou aquelas terras como sendo um continente ainda não conhecido dos europeus. Em contato com os índios da América ( maias, incas e astecas), os espanhóis começaram um processo de exploração destes povos, interessados na grande quantidade de ouro. Além de retirar as riquezas dos indígenas americanos, os espanhóis destruíram suas culturas.

Navegações Portuguesas

Portugal, situado no Oceano Atlântico, a meio caminho entre o Mediterrâneo e o norte da Europa, não tinha condições econômicas de concorrer com a Inglaterra. Assim, viu na exploração da costa ocidental da África a superação da pobreza de um país de população escassa e de solo de baixo rendimento agrícola.
Em 1385, após uma guerra contra a Espanha, ocorreu a ascensão de D. João I,- da dinastia de Avis, ao trono de Portugal, com apoio da burguesia mercantil dos portos, financiadora da luta.
Com o país internamente unificado e pacificado, a monarquia portuguesa iniciou uma política sistemática de exploração marítima da costa da África em busca de um novo caminho para as Índias, que foi apoiada por nobres e burgueses interessados em ouro, terras e especiarias.
As navegações portuguesas tiveram também o sentido religioso de continuar na África, para converter as populações pagãs africanas ao Cristianismo.
Além disso, a conquista de um novo caminho para as Índias, via Oceano Atlântico, ia ao encontro dos interesses da burguesia européia, desejosa em romper o lucrativo comércio de produtos orientais, em mãos dos mercadores italianos e árabes. Portanto a rivalidade entre as principais regiões comerciais da Europa também estimulou os portugueses à conquista do Atlântico.

A conquista do litoral africano

A conquista portuguesa do Atlântico teve início em 1415, quando uma expedição, comercial e religioso ocupou e saqueou a cidade de Ceuta, importante centro de comércio de ouro. A tomada de Ceuta interessava ao rei e à nobreza, por representar novas terras, riquezas e prestígio; à burguesia, por suas mercadorias; e a Igreja, por estender ao território africano a Guerra Santa contra os infiéis.
Mas, ela transformou-se numa frustração, pois os árabes passaram a evitar a cidade, interrompendo o fluxo das cobiçadas mercadorias. Apesar disso, os portugueses obtiveram, em Ceuta, importantes informações sobre a origem do ouro africano; daí o interesse em penetrar nessa rota.
De 1419 a 146O, infante D. Henrique o Navegador, filho de D, João I. coordenou a navegação lusa pelo litoral ocidental da África. A partir de 1421, caravelas partiam anualmente de Lisboa, procurando contornar o Cabo Bojador, feito conseguido em 1434 por Gil Eanes. Na costa da África, os portugueses descobriram os arquipélagos desabitados da Madeira (1419), Açores (1439) e Cabo Verde (1456), onde iniciaram a pratica pioneira de colonização ultramarina.
Os portugueses perceberam que, ao contrário do que diziam as lendas medievais, as águas do Atlântico (Mar Tenebroso) não eram de difícil navegação. Para proteger o comércio do ouro principalmente dos rivais europeus eles construíram uma série de entrepostos comerciais, fortificados - as feitorias - na costa africana, destacando-se os de Arguim (1445), de São Jorge da Mina (1482) e de Axim (15O3).

Texto: Murilo Henrique Trombini
Larissa Cristina Guslen
 Isabela Bandini
Gabriel Coelho

quarta-feira, 20 de junho de 2012

O que é a Rio +20?

A Rio +20 é uma conferencia mundial sobre o meio ambiente.
Origem: 1992 eco 92 foi proposto a criação da agenda 21 (documento com metas a serem atingidas visando preservar o meio ambiente. Rio + 10 ocorreu em 2002 na africa do sul visando fazer uma avaliação sobre os 10 anos que se seguiram a eco 92. nesta conferencia verificou-se que muito pouco havia sido avançado em relação a eco 92.
E agora 20 anos depois a ONU promove a uma nova conferencia para retomada das questões relativas ao meio ambiente. O principal objetivo da Rio+20 é renovar e reafirmar a participação dos líderes dos países com relação ao desenvolvimento sustentável (utilizar os recursos do meio ambiente mais de um jeito sem o agredir)no planeta Terra. É portanto uma segunda etapa da Cúpula da Terra (ECO-92) que ocorreu há 20 anos na cidade do Rio de Janeiro.


Texto: Diogo Dario